Julia Arantes começou a fazer arte em pet (plásticos) em 1996. Antes ela já pintava, mas, partindo em busca de levar uma conscientização ecológica às pessoas, ela passou a transformar produtos descartáveis em arte. Neste mesmo ano ela conheceu o jornalista e quadrinista Sergio Ferraz. Ele foi fazer uma matéria com ela e, pouco a pouco começaram a formar uma dupla. Ainda em 96, Julia foi entrevistada pela Globo e Tv Bandeirantes, por causa do seu trabalho e, a partir daí, com a união com Sergio, passaram a trabalhar outros materiais além do pet, como pneus e alumínio.
Mas, além da preocupação ambientalista dos dois, eles tinham também o lado da crítica social, surgindo então as telas, a partir de 1997, a maioria também feita em material reciclável. E também, como novidade nas artes de então, os dois assinavam a maioria das telas juntos.
Neste ano eles, já conhecidos, foram convidados a expor na Sala da Cultura de Bauru, SP, onde seus trabalhos foram classificados de arte pop. Em 1998, sob a influência de Drummond, os dois batizaram seu trabalho de ARTE GAUCHE.
De 97 até 99, eles mostraram seus trabalhos e também fizeram várias palestras em Americana, Santa Bárbara do Oeste, Mineiros do Tietê, Igaraçu do Tietê, Jaú, Botucatu, Campinas (onde, apesar do apoio da tv local, tiveram algumas obras censuradas) e na própria Barra Bonita, onde, além das telas, fizeram 3 instalações. Em meados de 99, a convite da Unesp de Botucatu, fizeram exposição durante o aniversário da Faculdade de Agronomia e foi a partir de então, desanimados por não ter nenhum apoio, apesar da grande cobertura da mídia em todo o interior do estado de São Paulo, que os dois resolveram parar, doando para instituições e amigos a maioria das suas obras.